Maria do Carmo Miranda da Cunha nasceu em 1909 em Portugal e
ganhou o apelido de Carmen aqui no Brasil, por causa da admiração de seu pai
pela ópera Carmen.
Ela sempre almejou a carreira artística, mas começou a trabalhar
cedo, aos 16 na loja La
Femme Chic, onde aprendeu a fazer chapéus, roupas e a cuidar
melhor de sua aparência. Os clientes adoravam ver a moça que vivia cantarolando
com a sua bela voz. Nos anos 30 ela inicia a carreira musical nas rádios e
grava a famosa Taí.
Carmen tinha ido à Bahia, e apostou num estilo tropicalista,
fazendo as suas próprias roupas cheias de cores e babados, chapéus com frutas e
turbantes e muitas bijuterias, com isso, ela se torna um símbolo para o país e
por mais que fosse muito criticada por aqui chamou atenção dos americanos. Os Estados
Unidos em crise com a quebra da bolsa de 1929 e a guerra de 1940, começa a
fazer uma política de boa vizinhança com os países da América Latina, o Brasil
governado por Getúlio Vargas passa a ser o principal instrumento dessa
política.
É criado o Zé Carioca por Walt Disney e Carmen vai para os EUA, onde participa de muitos filmes em Hollywood e festivais na Broadway. Foi a mulher que mais ganhou e pagou impostos nos Estados Unidos na década de 40.
É criado o Zé Carioca por Walt Disney e Carmen vai para os EUA, onde participa de muitos filmes em Hollywood e festivais na Broadway. Foi a mulher que mais ganhou e pagou impostos nos Estados Unidos na década de 40.
A prova do sucesso de Carmen Miranda era as vitrinas das luxuosas
lojas da Quinta Avenida, substituírem Chanel e Dior pela roupa completa de
baiana e seus balangandãs.
A pequena Notável é única mulher luso-brasileira a ter os
pés na calçada da fama em Hollywood.
Imagens: reprodução
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