segunda-feira, 4 de abril de 2016

No Poo

Há uns 2 meses resolvi restringir shampoo e condicionador na lavagem dos cabelos e fazer o " No Poo".
A história começou depois da cabeleireira Lorraine Massey escrever um livro sobre cabelos cacheados, comprovando que sulfato, silicone, parabenos e petrolatos, presentes na maioria dos shampoos, até então, eram as substâncias responsáveis por eliminar os nutrientes dos fios: lipídios e queratina, deixando os cabelos ressecados. Lorraine Massey, nada boba, montou uma marca, apenas com produtos que não levam estes componentes em sua formulação chamada DEVA CURL.

Existe também o cowash, que é a técnica de lavar com um condicionador, obviamente livre das substâncias proibidas. A explicação é que o shampoo abre muito as cutículas dos fios, e fazendo uma limpeza mais delicada com o condicionador, isso não acontece,  não resseca o fio e nem perde as nutrientes.
Eu achei muito complicada a tal técnica do low/No poo e seu cronograma capilar e acabei encontrando algo bem mais simples, mais barato, mais caseiro, que consiste em lavar com uma colher de bicarbonato de sódio diluído em um copo de água e condicionar com 1 colher de vinagre de maçã (compro o orgânico) em um copo d'água.
Nesses 2 meses, a cabeça coça um pouco, meu cabelo clareou muito e esta um pouco mais encorpado. Lembrando que meu cabelo não é cacheado é liso, e tem uma tendência a clarear.
Confesso que tenho saudade do cheirinho de shampoo e da espuma, mas por enquanto, estou sobrevivendo.

Vou atualizando... 

Imagem: Reprodução

1900-2000

Pra quem acompanha esse blog há uns 7 anos, sabe que adoro escrever sobre história e comportamento, essa ilustração linda dá uma pincelada na evolução da moda.
Pra quem quer um resumo de cada década, procure aqui no blog, desde 1900 à 2000.
;)
Imagem: Repordução

quarta-feira, 16 de março de 2016

Curvex- anos e anos modelando cílios

Existem muitas patentes para o curvex entre 1923 e 1940. Em 1925, uma ferramenta em estilo pinça foi desenvolvida por Jorge Patino. William Joseph Beldue, que trabalhava na Kurlash Co. também patenteou o objeto de curvar os cílios. 1936, o curvex como nós conhecemos hoje, aparece nos registros, inventado por Charles Stickell e William McDonnell. Henry S. Risberg, apresentou uma nova versão em 1938, alegando maior adaptação ao formato de olho, gerando mais conforto.
Os primeiros nomes para o aparelho curvador de cílios, foram: RODAL e KURLASH. O design é o mesmo desde 1940, a mudança foi a borracha que pode ser retirada e trocada.
Mulheres usavam secador de cabelo para aquecer e curvar ainda mais os cílios, hoje temos versões que aquecem, com pilha ou bateria, também temos versões mais baratas em plástico, porém a marca preferida entre os maquiadores é a japonesa Shu Uemura, a borracha vermelha da marca, facilita enxergar os cílios sendo curvados. O local certo para dar o efeito é bem na raiz dos cílios.
A inegável que essa invenção levantou o olhar de muitas mulheres e as deixou mais sedutoras.
Imagens: Reprodução

M.A.C Cosmetics- O início.

A história da Make-up -Arts- Cosmetics (M.A.C ) começa quando o fotógrafo e maquiador Frank Toskan, frustado com falta de opções de cores de maquiagens, convida Frank Angelo, dono de uma rede de salões de beleza, na criação de uma linha de maquiagens que tivesse cores suficientes para fazer belas imagens.
 Linda Evangelista e Frank Toskan
 A dupla começa a criar as misturas de cores em suas próprias casas com ajuda do químico Vic Casale. Angelo coloca à venda em sua rede de salões.
Ambos tinham contatos com modelos, celebridades, maquiadores e fotógrafos, e os produtos começam a ser conhecidos no boca-a- boca, chegando à estilistas e editores. Conforme as revistas  iam divulgando os créditos, o público da M.A.C crescia, e em 1984 é lançado um espaço da marca dentro de uma grande loja de departamento no Canadá.


As outras empresas de maquiagem investiam em cuidados para a pele, e a a M.A.C em cores e produtos para o profissional de maquiagem, outro diferencial, foi investir na formação da equipe atrás do balcão, muitos maquiadores consagrados saíram da escola M.A.C. de maquiadores.
Com o slogan “Cosmetics for people of all races, all sexes and ages!” , a marca focou em  diferentes públicos, e conseguiu abrange-los.


Em 1994 foi fundada a M.A.C Aids Foundation, e a linha de batons  Viva Glam foi criada para arrecadar verba para a fundação.  RuPaul e  KD Lang foram convidados a estrelar as campanhas.

Depois de muito sucesso, os fundadores não esqueceram a essência da marca, que era atender os maquiadores e lançaram a M.A.C PRO, exclusiva para os profissionais da área.

Em 1995, a Estée Lauder Companies comprou uma parte da empresa e começou a investir em abertura de novas lojas e em mais divulgação, os profissionais da M.A.C foram para os backstages dos maiores desfiles e apenas em 1998,  a Estée Lauder adquire o restante das ações da empresa, e John Demsey é nomeado presidente da marca. A partir daí a empresa só cresceu, patrocinando grandes eventos, tendo coleções sazonais e parcerias com celebridades.
                                                
 A nova administração continuou incentivando as causas sociais e ambientais;  M.A.C Aids Foundation, para ajudar portadores do vírus HIV, Back to M.A.C, que é uma maneira bacana de reuso, você entrega 6 embalagens usadas e pega um batom, MAC Cruelty-Free, sem testes em animais e Kids Helping Kids, voltada as crianças com HIV.                                                                                                                

Imagens: Reprodução

Cabelos e penteados através dos tempos

O cabelo serve para proteger a cabeça contra os raios solares e amortecer batidas, certo? Errado!
Através dos tempos cabelos se tornaram símbolo sexual, cultural, status, personalidade, moda e símbolo religioso.
Budistas, raspam a cabeça para mostrar o desapego. Rastafáris exibem os longos dreadlocks para representar a aproximação africana com a natureza, algumas religiões proíbem as mulheres de cortar os cabelos.
Na Segunda Guerra as mulheres que traíam os maridos com soldados como punição tinham os cabelos cortados.
Muitos estudos relatam que o homem primitivo via o cabelo como símbolo de força e virilidade. Já haviam pentes de pedra na pré história.
Os Egípcios raspavam a cabeça e usavam perucas de cabelos humanos ou lã, com corte reto, franja, na altura do queixo ou do ombro, tingidas de preto azulado e de henna alaranjada, muitas vezes ornamentadas com tranças e peças de marfim e ouro.

Para ondular os cabelos, as mechas eram enroladas em pedaços de madeira, depois eram passada uma mistura de argila e água exposto ao sol para modelar.


Na Grécia, aparecem os rabos de cavalo usados pelas mulheres, as barbearias eram frequentadas por homens. Produtos naturais eram usados para dar perfume e brilho. As mais abastadas salpicavam ouro em pó para dar brilho aos cabelos. Algumas perucas eram feitas com cabelos loiros de escravos bárbaros.

Os romanos usavam cabelos e barbas ondulados com ferro quente, mulheres cabelos ondulados divididos ao meio, penteados elaborados e tranças. Aplique eram usados pra dar volume. Escravos e ladrões tinham o cabelo bem curto.

Escravas eram treinadas para embelezar as senhoras, essas eram chamadas de cosmetae, elas ajudavam no banho, maquiagem e penteados. Com a escassez da mão de obra, elas começam a trabalhar fora para outras senhoras da corte, ganhando bem e podendo comprar a sua liberdade e se tornam as  primeiras cabeleireiras da história.


Na idade média os cabelos foram escondidos em adornos elaborados e bem grandes, o peso dos adornos na cabeça, faziam com que a cabeça caísse para trás, surgindo a expressão ” Nariz empinado”. Os cabelos eram tirados próximo a testa, para deixa-la maior.
                                                           Retrato de Lady Rogier -Van Der Weyden
No Renascimento o cabelo volta a aparecer, a testa grande ainda é o ideal de beleza. O penteado usado por Ana Bolenha é preso, dividido ao meio com um adorno que cobre toda a parte de trás da cabeça chamado capelo, também eram usados muitos véus cobrindo a parte de trás da cabeça. As mulheres do Renascimento italiano exibem seus cabelos com tranças e fitas.
                                                                        Ana Bolena e Henrique VIII
Para deixar o cabelo mais loiro, elas se expunham ao sol com misturas de azeite e vinho, limão, enxofre, ruibarbo, nozes, cascas de cebola. Para perfumar usavam almíscar, cravo, água de rosas e noz moscada.
Elizabeth I usava cabelos vermelhos e  penteados estruturados que eram feitos com os cabelos sujos, algumas pesquisas falam que até dejetos de andorinhas e cerveja eram usadas para segurar os penteados.

No período barroco os homens tinham cabelos longos naturais, as mulheres com penteados super elaborados e altos. As perucas começam a ser usadas a partir de 1660 quando Luis XIV começa a ficar careca e adota o acessório, logo a novidade ganha a alta sociedade. As mulheres usavam cabelos partidos ao meio com cachos e a partir de 1690 os cachos caem sob a testa.
                                                THOMAS GAINSBOROUGH. 1727-1788 Duquesa de Beaufort

O  Fontange, o nome origina-se da Marquesa Fontange, que foi durante algum tempo a amante do rei Luís XIV e um dia ele a viu se arrumando com os cabelos para cima e pediu para que ela os usasse daquele jeito. O penteado é estruturado para cima da cabeça com a ajuda de arames ou com rendas engomadas sempre com muita altura.
 O ápice dos penteados e adornos de cabelo acontece no Rococó com perucas e cabelos empoados, tanto para homens quanto para mulheres. Penteados podiam chegar a 1 metro de altura, tendo enchimento no centro ou arame para estruturar. Crinas de cavalos também eram usadas nos penteados. Frutas, barcos, jóias, penas, plumas, rendas, flores eram usadas nos gigantescos penteados.

Depois da revolução francesa o cabelo se torna extremamente simplificado, preso, dividido ao meio com cachos. Eram também usado os bonnets, um chapéu curto que cobria as orelhas.

Na era Vitoriana os cabelos ganharam cachos, coques no alto da cabeça e tranças.

Belle Epoque, os cabelos ondulados, presos no alto da cabeça em coques frouxos e tranças. Chapéus com plumas e ornamentos na cabeça. Nasce as primeiras pin-ups da história, Gibson Girls,  criadas pelo ilustrador Charles Dana Gibson, ele retrata penteados do ideal de beleza da época. Em 1890 em Chicago, foi inaugurada a primeira escola de cabeleireiros da história.


1905, Charles Nasser lança o primeiro objeto cilíndrico que mondava cabelos enrolados no calor da eletricidade.
1920,  A grande revolução, pela primeira vez o andrógeno entra na moda, mulheres cortam os cabelos curtos e usam roupas retas que não mostram as suas formas. Chanel, estilista que influenciava muitas mulheres, queimou os cabelos e para reparar o estrago cortou abaixo da orelha, logo o penteado virou referência.
Outro corte bem curto foi o a La garçonne, com nuca aparente, usados muitas vezes com pasta para colar na cabeça ou ondulados, geralmente com divisão lateral. A testa era escondida por uma franja ou chapéu Cloche e também por faixas e lenços.
                                         Mulher ondulando o cabelo em 1920 com a invenção de Charles Nasser

1930, os cabelos maiores e ondulados. As  divas do cinema ditam moda e os cabelos platinados, até então inéditos, viram fetiche . Revlon e Max Factor lançam produtos especializados para os cabelos.
                                                                                             Jean Harlow
1940, época de guerra. As Pin ups eram o símbolo sexual. Mulheres simplificam os penteados por falta de recursos. Os lenços e turbantes são usados para cobrir os cabelos maltratados e também para não atrapalhar no trabalho domésticos e nas indústrias. Carmem Miranda se destaca com seus adornos de cabeça. No final dos anos 1940, sprays para cabelo em aerosol começam a ser produzidos.    

                                                                              
1950, a sofisticação dos cabelos, curto, médio e longo, penteados diversos, muitas ondas. Surgem tinturas para aplicar em casa. O loiro ondulado da Marylin Monroe, o rabo de cavalo da Brigite Bardot e o curto da Dóris Day são imitados. 
                                                                                         Doris Day
1960, surge o unissex, e o coque banana, O laquê deixa os  penteados com volume, estilo capacete. Apliques e perucas também eram apreciados. O coque chucrute lançado por Brigite Bardot ( coque alto, volumoso, mais bagunçado), fez sucesso.
                                                                                   Coque Chucrute
1970, cabelos naturais, compridos, soltos, displicentes foram usados. O movimento punk trouxe cabelos raspados, espetados, pintados. Os black power também surgem nos anos 70.
Os cabelos da Twiggy e Farrah Fawcett ( As Panteras) viraram febre.
                                                                                     Farrah Fawcett
1980, permanente para enrolar os cabelos, corte curto no topo da cabeça e maior na nuca ( Mullet ), usado por ambos os sexos, penteados com glitter, cabelos volumosos. Rabos de cavalo bem altos, faixas na cabeça, o fitness entra na moda.
                                                                                     Madonna

Lady Diana representa o visual mais elegante e comportado da época.

                                                                                            Lady Diana
Em 1990, destaque para os lisos com mechas marcadas. A industria da beleza lança diversos produtos para os cuidados com os cabelos.

2000, depois do 11 de setembro os penteados ficam mais românticos, tranças e coques voltam a moda. Os cabelos loiros e ondulados da Gisele Bündchen se tornam febre.
                                                                                       Bündchen

Imagens: reprodução

O vestido de casamento

Casamentos nascem como acordos comercias e para formalizar estes acordos as noivas usavam vestidos luxuosos e suntuosos.
As romanas usavam um véu bordeaux sobre vestido amarelo (ocre), as gregas usavam vestidos escuros e com estampas.
Na Idade Média, os vestidos eram sóbrios, geralmente na cor preta, algumas casavam de vermelho. Os vestidos eram pesados, fechados e caros, mostrando o poder da família da noiva.
A origem do vestido de noiva branco se inicia com a rainha Mary Stuart, da Escócia,  que no século XVI, usou vestido neste tom em homenagem a sua mãe. Mary Stuart também usou um pingente com valor inestimável no pescoço, gargantilhas em pedras preciosas. Na cabeça, uma coroa de ouro ornamentada com pérolas, diamantes, rubis, safiras, esmeraldas.
No século XVII a rainha Maria de Médici, da França, apenas com 14 anos, revoluciona os costumes e usa um vestido branco todo rebordado em ouro.
Mas certamente o branco reina absoluto até os dias de hoje por causa de outra rainha, a Vitória, da Inglaterra, no século XIX. Ela foi a primeira mulher abastada que não casou por um acordo comercial e sim por amor. A moça teve a ousadia de pedir o seu primo, príncipe Albert em casamento. Se casou com um vestido branco, véu branco e flores de laranjeira na cabeça. Quando a rainha ficou viúva passou a usar preto, que também passou a ser uma cor tradicional de luto.
 Imagens: reprodução