terça-feira, 3 de setembro de 2013

Moda Monstro

O primeiro Australian Fashion Report foi lançado no começo do mês pela organização Baptist World Aid para avaliar mais de 40 empresas donas de 128 marcas de roupas que usam crianças, trabalhos forçados e más condições de trabalho. Eles se comprometeram a boicotar plantações de algodão no Usbequistão, que usam crianças na colheita. O Usbequistão éo 4° principal exportador mundial da fibra.
De acordo com a reportagem, o fast fashion e os preços baixos do varejo, pressionam cada vez mais a indústria do vestuário, e essas violam não só os direitos humanos como também os ambientais. Crianças a partir dos 10 anos são submetidas à 70 horas de trabalho no campo por semana.
De uma lista que contém o Paquistão, EUA, China, Brasil e Uzbequistão, apenas a Austrália se destaca como um dos maiores produtores de algodão do mundo a não utilizar trabalho infantil.
"Um dos fatos mais preocupantes revelados pela pesquisa foi que poucas empresas conheciam todos os fornecedores responsáveis ​​pela produção das roupas que vendiam. Embora 39% das empresas soubessem todos ou quase todos, os fornecedores envolvidos no nível da fábrica, esse número caiu  a 7% na fase de produção de matérias-primas. Se as empresas não sabem ou não se importam com quem está produzindo suas roupas, é muito mais difícil de saber se os trabalhadores são explorados ou mesmo escravizados ", diz Gershon Nimbalker, advodado da Baptist World Aid.
H&M e Quicksilver são marcas que utililizam oficinas na Coréia do Norte ou em Bangladesh com o algodão do Uzbequistão.
A inteção do Australian Fashion Report é mostrar o processo de desenvolvimento têxtil, seus problemas éticos e ambientais, para que o consumidor se torne mais consciente na escolha das marcas e possa assim influênciar como a suas roupas são produzidas.

 Reportagem de Morgana Matus

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