quarta-feira, 16 de março de 2016

1910- História


Paris é invadida pela nobreza russa que fugia da revolução. O estilo de vida das russas e seu Ballet logo se tornam febre. As cores agora são fortes Influenciadas pelo Ballet Russo, pela produção de Sherazad e por Paul Poiret.
                                                                                           Ballet russo
1901, Poiret entra para trabalhar na House of Worth, onde foi convidado a criar o que Gaston Worth chama de “french fries” ( o fast fashion de hoje) vestes simples e práticas em oposição aos vestidos elaborados da marca, as clientes não aceitam a simplicidade do rapaz e ele abre seu próprio ateliê.
                                                                             Poiret em seu atelier, 1910

Colecionador de miniaturas da cultura Muhgal da Índia e amante dos costumes orientais, de suas cores vivas e vibrantes e das estampas, o costureiro trás todas essas referências para as suas criações.
                                                                      Modelagem e cores de Poiret

Revolucionário,  liberta as mulheres das anáguas e em seguida as liberta dos espartilhos, junto com ele,  Lucile (também conhecida como Lady Duff Gordon) e Madeleine Vionnet, estavam fazendo roupas para ser usadas sem espartilhos.
As saias amplas são substituídas pela linha barril, drapeados suaves, saias afuniladas e com botões.
 A inteligência de Poireit levou- o a ser um dos mais, se não o mais, revolucionário estilista do século XX. Além de mudar a silhueta feminina, inserir novas formas geométicas na modelagens, cores vibrantes, estamparia, acessórios como turbantes e colares longos,  também, inclui um perfume e cosméticos em homenagem a sua filha mais velha, Rosine, e uma empresa de artes decorativas em homenagem a sua segunda filha, Martine. Foi o primeiro costureiro a alinhar moda com design de interiores e promover um novo conceito de marketing que é usado até hoje.
                                                                    Propaganda do perfume Rosine
Poiret também foi responsável pelo primeiro editorial de moda.
Paul Poiret liberta a mulher dos espartilhos, mas deixa as bainhas das saias tão apertadas que agora a dificuldade é de caminhar, para evitar os possíveis rasgos era usada uma tira larga de cadarço. Algumas usaram calças visíveis sobre a barra da saia, mas isso provocou um certo “frisson” nas ruas e somente as mais extravagantes continuaram usando.

O Titanic naufraga em 1912, rádios e automóveis se tornam mais populares.
Nem todas as mulheres gostam ou podem usar a tendência sem espartilho. Em 1913, o decote em V entra em evidência. A novidade causa polêmica! Indecoroso, os médicos alegam até perigo para saúde, mas não conseguem impedir as mulheres de usar.
 As bocas e bochechas ganham cores, apesar dos cosméticos serem vendidos, sempre existe  receitas caseiras, é misturado carmim com óleo de amêndoas, mais pó de magnésio ou pó de arroz.
A receita de creme de  beleza inclui massagem com óleo de amêndoas, cera branca e benjoim.
1910
Para clarear a pele, uma mistura de lanolina, óleo de amêndoas amargas, hamamélis, água de flor de sabugueiro e óleo de peixe.

Os cabelos divididos ao meio e com penteados com volume na lateral. Cachos, coques, também são muito usados.Turbantes, chapéus, faixas, joias e penas, são usadas como adorno nas cabeças.

Mulheres usam sobre a saia uma outra saia abaixo dos joelhos. Pequenos  e justos chapéus foram usados antes e durante a guerra.


1914, a guerra torna tudo mais difícil, as roupas femininas se tornam mais funcionais e sérias. As saias ficam mais curtas usadas com camisas e casacos com elementos militares.


1916, a escassez é total, as blusas se simplificam, camisas sem botões usadas por cima das saias, muitas vezes com gola de marinheiro, um cinto ou uma faixa na cintura.

A mulher esta agora no mercado de trabalho no lugar dos homens que estão na guerra. Jaquetas, macacões, calças, jardineiras foram adotadas pelas trabalhadoras nas fábricas, minas e lavouras.

Nesta época uma estilista se destaca, Chanel, que introduz roupas simplificadas, calças, pérolas falsas, chapéus de palha, criando um novo estilo e libertando ainda mais as mulheres.
                                                                                               Chanel
No final da guerra os rituais de beleza ganham espaço, penteadeiras com produtos de beleza e higiene. Banho, toalha turca e perfumes.
O salões de embelezamento crescem, já que toda mulher quer estar bem cuidada.

Imagens: Reprodução

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