quarta-feira, 16 de março de 2016

A história do esmalte

A história de colorir as unhas é muito antiga!


5000 aC , as indianas tingem suas mãos com henna na Idade do Bronze. A idéia se espalha na Babilônia, que inventa a manicure propriamente dita, usando cores diferentes nas unhas para indicar status social, a classe mais alta usa preto, a mais baixa, verde.
No Egito e norte da Africa, a prática de pintar as unhas com Khol e henna, também se espalha. Nefertitie e Cleópatra usam vermelho nas unhas, o vermelho se torna simbolo de poder, para conseguir essa cor elas usam henna e sangue. Durante o reinado da Cleópatra, o vermelho era reservado somente para a realeza.

Manicure e pedicure no Egito
3000 aC, chineses formulam um verniz complexo: goma arábica , gelatina, cera de abelha, e clara de ovos, misturados à tinturas de flores, como rosa vermelha e orquídea, as cores dos chineses são mais ricas e complexas do que a dos babilônios, pois eles misturam mais materiais para atingir a coloração perfeita.


Para ter mais brilho, ouro, prata e metais preciosos são misturados na composição da tinta, jóias também são aplicadas nas unhas.


Diferente do que pensamos, tanto na China, quanto na Babilônia, as unhas pintadas são usadas pelos reis e guerreiros, as cores são o preto e tons de vermelho. Os guerreiro não vão para um combate sem as unhas e cabelos impecáveis.
600 aC , na Dinastia Chou da China, o ouro e prata nas unhas longas demonstra poder. Se alguém que não pertence a realeza é pego usando essas cores nas unhas, sofre pena de morte.

Em 1500, os Incas decoram as suas unhas com desenho de águias.

Em 1800 as unhas ganham mais evidência! Tratadas com óleos essenciais vermelhos, tirados de flores e polidas com tecidos de camurça. Surge também um cosmético chamado Hyglo, para polimento e cor.


Em 1900, há um modelo precursor de esmalte de unha, aplicado com um pincel de pelo de camelo, porém, a durabilidade é de  um dia nas unhas.
O hábito de tirar as cutículas surge em 1911, com o lançamento do removedor de cutículas . O homem começa a frequentar mais o salão de beleza para fazer as unhas.

Em 1920 a maquiadora francesa Michelle Menard, se inspira na pintura de carros para criar o esmalte propriamente dito. Ela reformula as tintas usadas nos carros para serem usadas nas unhas.

Michelle Menard
Menard trabalha para Charles Revson que rapidamente investe na ideia, se associando a Charles Lachman para aperfeiçoar a fórmula do produto. Criam um esmalte opaco, que não deixa falhas, e na fórmula os corantes são substituídos por  pigmentos.
Em 1922 com a chegada do Tecnicolor aos cinemas, as unhas ganham ainda mais destaque, Rita Hayworth, trás lábios e unhas vermelhas para as telas e para as ruas.

A moon manicure é a unha do momento, a meia lua e a ponta a são deixadas em branco e é colorido o restante. Pra que facilitar?


Em 1932, a companhia mudou seu nome para Revlon (mudaram o S o no meio de um L para o outro co-fundador Lachman). Os esmaltes ganham ainda mais evidência e a Revlon, cria uma grande linha de produtos para satisfazer as necessidades das consumidoras, que gastando pouco se tornavam divas, com o batom e as unhas das estrelas de cinema.

Anos 40 , guerra dificulta o crescimento da indústria de beleza, e as mulheres assumem o mercado de trabalho, as cores permanecem as mesmas da década anterior, aqui percebemos as cores cintilantes,  amarelo, azul e verde na cartela de cores.

Nos anos 50 os vermelhos glamourosos ganham novamente as ruas, sempre combinando com os lábios, as unhas tem formato triangular.


Anos 60, o foco passou do vermelho para as tonalidades de rosa e tons pastel, mais jovens.
 Nos anos 70, as cores neutras acompanham o estilo mais natural da época, mas também uma evolução na indústria dos esmaltes com novas cores e fórmulas sintéticas. O formato das unhas é oval. 


Anos 80! É a vez das cores e do fúcsia, o verniz sintético dá lugar ao  verniz de fibra, com longa duração.
Surge os acessórios de unhas e a profissão de designer de unha. A unha e o batom não precisam mais combinar. As unhas mais curtas e coloridas entram na moda.


Nos anos 90, as grandes marcas de moda investem em coleções de  esmalte. Chanel se inspira em Nefertiti e suas unhas de sangue e lança o Rouge Noir/ Vamp.



Unhas de acrílico e muitas cores novas viram tendência.
Dos anos 2000 em diante, o mercado cresce cada vez mais, o esmalte se torna um acessório, a importância é tamanha que muitas marcas lançam esmaltes complementando a linha de beleza. Aqui no Brasil, a Arezzo que não tem uma linha de beleza, tem um esmalte. 
As coleções de tornam sazonais e tecnológicas, mudando de cor ao calor, ou a luminosidade. Novas texturas como caviar e pelúcia são pedidas nas esmalterias. Esmaltes anti alérgicos fazem parte da coleção de algumas marcas. A unha da vez tem formato quadrado. Artistas dão nome a marcas de esmaltes. 

Atrás de uma simples unha vermelha tem muita coisa pra ser contada.

Imagens: reprodução

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